Final de ano, família reunida, e alguém tem a brilhante ideia de organizar um churrasco, sim um churrasco, algo fácil e comum para boa parte das pessoas, mas para a minha família nada é tão simples assim.
Ultima noite do ano, todos ansiosos pelo churrasco, meu pai toma as rédeas da situação e decide cuidar de tudo, ao seu lado, o pai do Luiz, experiente e engajado em ajuda-lo a acender a churrasqueira.
23h, todos com fome, 23h30, todos com muita fome, 1h, uma garrafa de óleo, um litro de álcool e muitas cervejas depois, muitos implorando por comida, e outros tantos bêbados e dando vexame, 1h10 finalmente a churrasqueira está acesa, e todos começam a rodeá-la, alguns até cogitam puxar uma oração para que dessa forma Deus dê um jeitinho de mantê-la acesa. Algum tempo depois sai a primeira leva de carnes, e a minha casa vira um campo de batalha, as famílias Montecchio e Capuleto são substituídas por Martins e Destefano, não existe troca de gentilezas, apenas duas famílias absurdamente famintas e desesperadas para comer primeiro. Após algumas remessas de carne, doses de tequila e muitas cervejas depois a paz volta a reinar, todos já bastante satisfeitos ignoram a guerra decorrida horas antes afim de curtir um porre coletivo.
Sabe aquela história de ir para uma festa com fome afim de comer mais?! Essas duas famílias descobriram que essa atitude não é assim tão sensata.
Nenhum comentário:
Postar um comentário